| 20 11 2009 |
As diferenças entre o DEM e o PT com relação à imprensa |
Quando o partido estava no poder, a imprensa sempre foi muito dura com o PFL, que nunca quis limitar a liberdade de expressão como o PT tenta agora.
O PFL, atual Democratas, sempre foi um dos partidos mais atacados pela chamada grande mídia. Os órgãos mais conhecidos da imprensa brasileira não se cansavam de jogar nos liberais pechas como “fisiológicos”, “no poder desde sempre”, “oportunistas” entre outras qualificações próximas à ofensa. Basta voltar às páginas dos jornais brasileiros dos anos oitenta e noventa e mesmo desta década para conferir as afirmações acima.
O então PFL reagia, mas de uma forma positiva, seja depurando seus quadros, fortalecendo mecanismos internos de punição ou buscando delinear ainda mais sua linha programática. A partir de 2003, por exemplo, o partido ficou bem mais coeso quando muitos de seus integrantes, seduzidos pelas benesses de continuar no poder, migraram-se para a base governista. Além disso, atualmente o DEM possui muitos nomes que em longa carreira política jamais sofreram nem mesmo acusações de corrupção, como os senadores Marco Maciel e José Agripino, entre outros.
Atualmente, a mídia continua implacável com o DEM. Mas a imprensa também tem outro objeto: o Partido dos Trabalhadores. Fora um ou outro exagero, mas em geral de forma correta, nas páginas da imprensa surgiram e se apuraram denúncias do mensalão, caixa dois de campanha ou subornos envolvendo a agremiação da ministra Dilma Rousseff. A lista de histórias mal explicadas é enorme.
Mas a reação do PT foi bastante diferente da tomada pelo DEM. Ao invés de tentar aprender com as críticas, prefere tentar calar quem não se submete ou aplaude o partido.
Este mês, na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), promovida pelo governo e grupos sindicais, o PT defendeu sanções à imprensa ao setor de comunicação brasileiro que, para o partido, é anacrônico, autoritário e “privilegia grupos comerciais em detrimento dos interesses da população”. O setor pode até precisar de reformas, mas nem é necessário ser muito perspicaz para perceber que o que o PT quer tem nome: censura.
Também é curiosa a tentativa disfarçar o autoritarismo latente com uma expressão como “interesses da população”. Talvez o interesse da população seja obter informações sem censura e não se curvar ao desejo de um partido que, ao ser envolvido em irregularidades, prefere esconder a sujeira para baixo do tapete e ainda tentar calar quem faz um trabalho difícil e louvável de busca pela verdade.















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