Diário: 06/06/2018

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junho 2018

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Senador Garibaldi garante emenda de 600 mil reais para reforma do açougue público de Caicó

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gari2O prefeito de Caicó, Batata Araújo, está cumprindo agenda administrativa em Brasília/DF, ao lado do vereador Lobão Filho. Na tarde desta quarta-feira (06), participou de reunião com o senador Garibaldi Filho visando solicitação de recursos para áreas importantes do município.

Durante a reunião, foi solicitado pelo prefeito Batata e o vereador Lobão a destinação de recursos, através de emenda parlamentar, para a reforma do açougue público de Caicó. Foi mostrada a grande necessidade e a importância desse investimento para Caicó.

Garibaldi, que já havia se comprometido com o vereador Lobão em destinar recursos para o município de Caicó, acatou a solicitação e informou que destinará 600 mil reais para a realização da reforma e modernização do açougue público.

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STF barra voto impresso nas eleições

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sessacc83o-plenacc81ria-do-stf-02O Supremo Tribunal Federal concedeu, nesta quarta-feira, medida cautelar para barrar o uso do voto impresso nas eleições. A Corte julgou ação da procuradora-geral da República Raquel Dodge, que considerou um ”verdadeiro retrocesso” a reintrodução desta modalidade.

O relator da ação, Gilmar Mendes, foi o primeiro a votar e decidiu que ”a implementação do registro de voto impresso deve ser gradual e ocorrer de acordo com a disponibilidade de recursos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”. Gilmar não fez, contudo, menção sobre a implementação do recurso para as eleições de outubro próximo.

Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes divergiu das considerações do relator, afirmando que o voto impresso atenta contra o sigilo e a liberdade do voto e, portanto, declarou inconstitucional a lei de 2015, aprovada pelo Congresso Nacional, que previa a adoção da medida já para as eleições deste ano. Os ministros Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber acompanharam a posição de Moraes.

Dias Toffoli, o sétimo a votar, acompanhou o voto de Gilmar Mendes. A maioria, então, foi formada com o entendimento de Ricardo Lewandowski, que citou o gasto de aproximadamente 2,5 bilhões de reais para a substituição de um sistema de votação que considerou eficiente. ”Isto faria com que o TSE incorresse em gastos supérfluos”, considerou. O TSE estima em 1,8 bilhão de reais o custo para a adoção integral da medida, algo que será possível apenas em 2028.

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Cosern faz troca de lâmpadas ‘ineficientes’ por lâmpadas LED durante Semana do Meio Ambiente

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ledNesta semana, até o sábado (9), durante as comemorações da Semana Nacional do Meio Ambiente, a Companhia Elétrica do Rio Grande do Norte (Cosern) realiza uma ação de troca de lâmpadas fluorescentes e incandescentes por LED. O benefício valerá para clientes de baixa renda em comunidades de Natal que recebem o caminhão do Projeto Vale Luz Cosern.

De acordo com o que explica a Companhia, as lâmpadas em LED têm melhor desempenho se comparadas às lâmpadas ineficientes, como incandescentes, halógenas e fluorescentes, tendo também maior durabilidade. A Cosern afirma que a economia chega a cerca de 80% em relação às incandescentes, preservando o meio ambiente por reduzir a necessidade de exploração de novas fontes energéticas.

Ainda segundo a Companhia, para cada lâmpada LED, o cliente deve levar uma lâmpada incandescente ou halógena com potência mínima de 40W, ou ainda uma lâmpada fluorescente com potência mínima de 15W. Além disso, é preciso apresentar uma das contas de energia dos últimos três meses e não ter recebido mais de oito lâmpadas em projetos da Cosern nos último seis anos. O limite máximo é de cinco lâmpadas por cada conta contrato.

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Supremo suspende voto impresso nas eleições de outubro

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Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o uso do voto impresso nas urnas eletrônicas nas eleições de outubro deste ano. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (6) a partir de uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a impressão, sob a alegação de violação do sigilo do voto.

A impressão do voto foi criada em 2015, pela minirreforma eleitoral, com objetivo de garantir meios para embasar auditorias nas urnas eletrônicas. Mesmo com a garantia da Justiça Eleitoral de que o sistema de votação é seguro, questionamentos de alguns eleitores levaram o Congresso Nacional a criar o voto impresso.

Apesar de ser chamado de voto impresso, o mecanismo serve somente para auditoria das urnas eletrônicas, e o eleitor não fica com o comprovante da votação.

Ao entrar na cabine, o eleitor digitaria o número de seu candidato na urna eletrônica. Em seguida, um comprovante para conferência apareceria no visor da urna. Se a opção estivesse correta, o eleitor confirmaria o voto, e a impressão seria direcionada para uma caixa lacrada, a ser analisada posteriormente pela Justiça Eleitoral. A fiscalização confirmaria, então, se os votos computados batem com os impressos.

No início do ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a fazer uma licitação para instalar impressoras em 30 mil urnas eletrônicas, o que representaria 5% do total, mas a compra foi suspensa. O contrato seria de aproximadamente R$ 60 milhões. Com a decisão, o presidente do TSE e ministro do STF, Luiz Fux, informou que a licitação será revogada. Fux estava impedido de participar do julgamento.

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Flávio Rocha defende “plano agressivo” a favor das privatizações

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Foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press

Pré-candidato a Presidência da República pelo PRB, o empresário potiguar Flávio Rocha afirma que não deixou o comando da rede varejista Riachuello para ser um coadjuvante na disputa pelo Palácio do Planalto. Apontado como o sonho de consumo de outros pré-candidatos para ser o vice na chapa, ele detalhou trabalhará pelos milhões de brasileiros que estão órfãos politicamente. “Gosto muito da analogia da carruagem. Ela tem força e tração que são os trabalhadores que pagam a farra da corte que está sentada em cima”, afirmou.

Rocha destacou que atingiu sucesso empresarial porque sempre esteve preocupado com a “dona Maria”. “A empresa bem sucedida é a focada na dona Maria. Ela é a pessoa mais importante e se está feliz eu também estou. Vamos dar as costas para a carruagem e decidir tendo em vista o que as donas Marias querem para a saúde, para a educação e para a segurança”, disse.

O pré candidato também detalhou que é totalmente favorável a privatização de estatais, entre elas Petrobras, Caixa Econômica Federal e Correios. “Temos estado demais. Essa carruagem que consome 50% do esforço de produção do Brasil diz respeito a imensa fatia do estado que não deveria existir”, comentou.

Rocha ainda afirmou que trabalha em busca de um estado mínimo, mas preservará as carreiras de estado, sobretudo as que têm trabalhado para coibir ou investigar os escândalos de corrupção. “O meu diagnostico é que sobra estado onde não deve e falta onde precisa existir. Esse conceito não vai chegar as tarefas típicas, mas não ao governo ser dono de posto de gasolina e de empresa de entrega de encomenda”, criticou.

Correio Braziliense

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Câmara promove debate sobre atenção às famílias de crianças com microcefalia

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Foto: Verônica Macedo / CMN

A Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Natal realizou um encontro na tarde desta terça-feira (5) para discutir a atenção às crianças com microcefalia e as respectivas famílias.

A cidade de Natal possui 28 crianças com microcefalia registradas e, desde 2017, o Estado não registra novos casos. Contudo, se faz necessário garantir o acolhimento às famílias para que elas tenham acessibilidade aos serviços básicos como saúde e educação e que as crianças tenham possibilidade de ter um desenvolvimento.

A coordenadora da Frente, vereadora Júlia Arruda, destacou a importância dos debates porque as crianças ainda precisam de mais atenção. “A Comissão mais uma vez abre espaço para debater esse tema tão importante que são os serviços a essa parcela da população, que é uma geração das mães que foram infectadas, em 2015, com o Zika vírus e que hoje precisam de atenção. Hoje tivemos a oportunidade de dialogar com todos. Foi importante para abrir esse diálogo com essas mães de crianças que precisam de um atendimento personalizado e de uma atenção especial”, destacou.

A coordenadora do Núcleo de Apoio a Estratégia de Saúde da Família (Nasf), Maria do Carmo, explicou que, mesmo com as dificuldades, o órgão tem mantido o atendimento às crianças e o apoio às mães. “O Nasf dá sustentação aos grupos já existentes que são as ações de promoção que vão além de atender as crianças, precisamos também dar apoio a essas mães e ainda identificar as necessidades delas como cidadãs. Nós temos a assistência, que é o atendimento direto, e temos cinco categorias de profissionais, como psicólogos e fisioterapeutas, necessários e essenciais para acolher essas famílias”, disse.

A chefe do Núcleo de Saúde da Criança, Isabel Lima, explicou que o órgão tem dado atenção a todas as 28 crianças com microcefalia confirmadas em Natal em todas as suas fases de acolhimento. “Desde o início de 2017 que não há casos novos então nossa atenção está voltada para acolher essas famílias e crianças. A nossa preocupação são as crianças que estão na faixa de 2 e 3 anos. Essas crianças precisam de um olhar especial. Nesse sentido, estamos ampliando os serviços por meio de convênios por meio da Heitor Carrilho, que passa a ser referência porta aberta para essas crianças”, explicou.

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Vereador de Natal anuncia apoio ao governador Robinson Faria

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O vereador de Natal Dinarte Torres (PMB) anunciou hoje o apoio administrativo e político ao governador Robinson Faria. “Estou vendo o trabalho de Robinson, presente, inclusive, lá em Felipe Camarão com o restaurante popular. Quem trabalha pelo social, pelo menos favorecido, terá sempre meu apoio! Tenho visto o trabalho do governador nas comunidades, e se fizer pelo povo, está fazendo pelo vereador Dinarte Torres”, declarou.

Robinson destacou que Dinarte é um vereador muito atuante e que conhece a fundo as necessidades das comunidades que mais precisam do poder público. “Ele vem para somar e nos ajudar com esse trabalho junto aos que mais precisam”, disse.

Dinarte Torres acrescentou que se soma a Robinson após ter rompido com o grupo político que dirige a prefeitura de Natal, por discordar de decisões tomadas pela administração de Natal, entre elas o aumento concedido para a passagem do transporte coletivo.

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Associação de Advogados Criminalistas cobra ações da CMN contra agressão sofrida por Nina Souza

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A Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, seccional Rio Grande do Norte, enviou um grupo de representantes à Câmara Municipal de Natal esta semana, para cobrar ações do Legislativo contra a agressão sofrida pela vereadora Nina Souza (PDT). A parlamentar chegou a ser xingada e ameaçada de morte publicamente por um homem, que se identificou como um estudante, dentro das dependências da CMN.

O grupo, capitaneado por seu presidente, Aquiles Perazzo, procurou a presidência da Casa e a Procuradoria Geral da Câmara para se informar sobre as providências tomadas em torno do caso. Os advogados questionaram se o homem já foi identificado e quais as medidas que estão sendo tomadas neste sentido. A Associação comunicou ainda que vai acompanhar todos os passos no sentido de garantir que seja feita Justiça sobre o assunto.

A vereadora Nina Souza, que também é advogada, participou da reunião e agradeceu ao apoio recebido dos seus colegas profissionais. A parlamentar, primeira mulher a ser efetivada como líder de um prefeito no Legislativo, reafirmou ainda que não vai se intimidar com demonstrações de machismo na Câmara.

Nina ocupava a tribuna fazendo um discurso, quando foi interrompida por um popular que lhe xingou e a ameaçou de morte. Nina tentou se dirigir ao rapaz, mas passou mal e precisou de atendimento médico. Enquanto isso, membros da Guarda Municipal retiraram o homem do plenário e o detiveram, mas acabaram o liberando por orientação de uma assessora parlamentar.

A comitiva da ABRACRIM-RN, formada pelo presidente Aquiles Perazzo e pelos advogados Tala Cadete, Carmono, Bruna Maia, Poliana Nunes, Alexandre Rego e Leonardo Miranda foi recebida pelo procurador da Câmara, Valdenir Oliveira, que garantiu que o caso está sendo investigado e que as devidas providências serão tomadas. “Não iremos medir esforços para apurar os fatos e cobrar uma atitude por parte das autoridades. Todos irão pensar duas vezes antes de atacar a vereadora Nina ou outro membro da ABRACRIM-RN”, afirmou Perazzo.

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MPF quer impedir Gilmar Mendes de julgar ex-dirigente da Fecomércio do Rio

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Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes seja impedido ou declarado suspeito em processos envolvendo o empresário Orlando Diniz. O ex-presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) é acusado pela força-tarefa da Lava Jato de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A informação foi divulgada em nota, pelo MPF, na noite desta quarta-feira (6).

Para os procuradores da força-tarefa, as investigações sobre Diniz evidenciam a eventual suspeição ou impedimento do ministro do STF. Segundo o MPF, Diniz presidia a Fecomércio-RJ há cerca de 20 anos e a quebra de sigilo fiscal da entidade revelou um pagamento de R$ 50 mil, feito em 2016, em benefício do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que tem Gilmar Mendes como um dos sócios fundadores.

“O instituto controlado por sua família teve uma série de eventos apoiados por patrocínio da federação presidida por Diniz. Dos eventos do IDP de 2015 até 2017, pelo menos três foram patrocinados pela Fecomércio-RJ: um no Rio de Janeiro e dois em Lisboa”, destacou a nota.

No ofício à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, responsável por entrar com pedidos como esse, é citado que Mendes se declarou impedido em processo sobre questões patrimoniais com a Fecomércio como parte e o escritório de advocacia Sérgio Bermudes como representante legal.

“A propósito, parece absolutamente despropositado e irrazoável que uma mesma causa de impedimento de magistrado incida em processo de natureza civil, em que questões de ordem patrimonial são objeto da lide, e não se aplique em processo de natureza penal, onde está em jogo o direito fundamental à liberdade e o dever do Estado na repressão a crimes graves, na espécie a corrupção e a lavagem de dinheiro. Em outras palavras, não se reconhece na ordem jurídica pátria a figura do juiz ‘relativamente impedido’”, afirmam os procuradores.

O ministro foi procurado, por meio da assessoria do STF, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se pronunciado.

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Monteiro defende política de preços da Petrobras em carta a empregados

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Foto: Alan Santos/PR

Nomeado há cinco dias, o novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, enviou hoje (6) carta aos empregados da empresa. Nela, agradece ao trabalho do antecessor Pedro Parente, defende a política de preços da estatal e se compromete em continuar com a recuperação da empresa. Também diz saber da responsabilidade e da necessidade de buscar uma solução causada pela crise dos combustíveis.

“Temos que agir para mostrar à sociedade brasileira que sabemos da nossa responsabilidade em contribuir para uma solução para a grave crise que o país viveu com a greve dos caminhoneiros, ao mesmo tempo em que mantemos a nossa capacidade de investir, de crescer e de continuar construindo o futuro da Petrobras”, afirma na carta.

Em meio às polêmicas causadas pela política de preços adotada pela empresa, Monteiro foi categórico na defesa. “A capacidade de estabelecer nossos preços como um reflexo das variações do preço do petróleo, sem perdas para companhia, e competir de igual para igual neste mercado são condições essenciais para que a Petrobras seja capaz de cumprir seu papel de empresa que gera riqueza e desenvolvimento. Não vejo nenhuma contradição entre esses objetivos”.

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Meirelles diz que Caixa está sendo preparada para privatização

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Por interino

Foto: Zanone Fraissat/Folha de São Paulo

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) afirmou nesta quarta-feira (6) que a Caixa Econômica Federal está sendo preparada para iniciar um processo de abertura de capital e venda de parte da empresa para a participação privada, modelo que também defende para a Petrobras e o Banco do Brasil.

“A Caixa está sendo preparada para isso, com o novo estatuto e etc. Com o tempo, podemos até pensar, sim, em abrir o capital da Caixa, começar a vender participação privada”, disse Meirelles durante sabatina com pré-candidatos ao Planalto promovida pelo jornal Correio Braziliense.

O ex-chefe da equipe econômica de Michel Temer evita falar em “privatização clássica” para a Petrobras e os bancos públicos, mas defende maior participação do setor privado nessas empresas, com o cuidado de manter um mercado competitivo em vigor.

O ex-ministro disse ainda que não é solução vender a Petrobras para um único comprador ou o BB —que hoje já tem acionistas na Bolsa— para uma instituição financeira privada, o que geraria o chamado monopólio privado que, na sua avaliação, “é um perigo”.

A proposta, segundo ele, é fazer a pulverização e abertura de capital das empresas de maneira gradual. Ele diz que a União não precisaria, necessariamente, perder o controle político das instituições no processo, mas que é preciso aumentar a competição do setor.

COMBUSTÍVEL

Questionado sobre como resolver a alta do preço dos combustíveis, que gerou a greve dos caminhoneiros e a consequente crise do desabastecimento no país, Meirelles voltou a propor a criação de um fundo de estabilização com o objetivo de equilibrar o preço da gasolina nas bombas.

Segundo ele, é preciso preservar a política de preço da Petrobras, mas a questão dos impostos pode subir ou descer em função do preço do petróleo e, dessa forma, é necessária uma compensação, que viria com o fundo.

“A política de preço da Petrobras não pode e nem deve ser controlada. Isso é uma coisa. Outra é o preço na bomba, que aí tem a parcela dos impostos. O fundo poderia ser usado para compensar a queda [dos preços]”, explicou.

Folha de São Paulo

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MEC aumenta teto de financiamento de mensalidades pelo Fies

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Por interino

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o teto do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A partir do segundo semestre desse ano, a quantia financiável passa de R$ 30 mil por semestre para R$ 42.983, o que representa um aumento de 43% no valor financiável da mensalidade. Isso significa que o programa vai custear cursos com mensalidade de até R$ 7 mil. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6) pelo ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. Segundo o ministro, a ampliação vai permitir um maior financiamento de cursos mais caros, como os de medicina.

Com a ampliação do teto do financiamento, o programa retorna ao patamar anterior ao Novo Fies. O ministro disse que a decisão de retomar o limite antigo foi tomada após a percepção de que as mudanças do Novo Fies trouxeram mais segurança ao programa. Uma delas foi que a instituição de ensino superior privada é agora obrigada a oferecer ao estudante beneficiado pelo Fies a menor mensalidade da turma em que se encontra.

Além disso, a pasta passa a garantir pelo menos 50% de financiamento do curso escolhido. As mudanças valem para a modalidade 1, o chamado Fies público. Neste ano, 100 mil vagas serão ofertadas nessa modalidade. Elas têm juro zero e são financiadas diretamente pelo governo.

“O sistema permitia financiamento menor que 50%. Em alguns casos, chegava a 8%. Não conectava com o jovem ou com a família que precisava do financiamento”, diz Silva. A intenção, segundo ele, é aumentar a atratividade do programa. As vagas são destinadas a estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, ou seja, R$ 2.862.

Segundo o ministro, a estimativa da pasta é que cerca de 25% dos estudantes sejam beneficiados, aqueles que conseguiriam financiamento abaixo dos 50%. Os alunos que já contrataram financiamentos inferiores no primeiro semestre e quiserem ampliar para 50% poderão fazê-lo ao renovar o Fies no segundo semestre.

Seleção

De acordo com balanço divulgado hoje pela pasta, no processo seletivo do primeiro semestre foram firmados 35.866 contratos do Fies. Outros 16.351 estão em contratação no âmbito do processo seletivo para vagas remanescentes. No total, em 2018, serão ofertadas 310 mil vagas em todas as modalidades do Fies, sendo 155 mil no segundo semestre.

O processo seletivo para as vagas do segundo semestre deve começar em meados de julho. Está aberto o processo seletivo para as vagas remanescentes do primeiro processo seletivo do ano. Atualmente, 2,7 milhões de estudantes são beneficiados pelo Fies.

Agência Brasil

 

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STTU realiza intervenção na Juvenal Lamartine com a Prudente de Morais; entenda sinalização e acessibilidade

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Por interino

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana está realizando a melhoria da sinalização viária e da acessibilidade do cruzamento da Av. Juvenal Lamartine com a Prudente de Morais, no bairro do Tirol.

De acordo com o arquiteto Carlos Milhor, do Departamento de Engenharia de Trânsito da STTU, o cruzamento vai ganhar faixas de pedestres, abertura de canteiros para travessia acessível dos pedestres, travessia de ciclistas juntamente com a faixa semi-exclusiva de ônibus compartilhada om bicicletas.

Os motoristas de veículos motorizados particulares também serão contemplados com o acesso à Prudente de Morais, a partir da Juvenal Lamartine, com dupla faixa de rolamento.

Segundo Milhor, “a obra atende as diretrizes da Lei Nacional da Mobilidade Urbana que prioriza pedestres, ciclistas, transporte coletivo e veículos motorizados particulares, seguindo esta ordem. Isso demonstra que a cidade não precisa de grandes intervenções viárias para chegar a equidade dos modais nas vias públicas. Todos tem direito ao espaço urbano, a cidade.”

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Fies terá financiamento mínimo de 50% do valor do curso

Por , Em Seridó

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FiesO governo aumentou o teto e determinou o financiamento mínimo de 50% do curso para as contratações de empréstimos com o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) no segundo semestre. O limite financiável aumentou de R$ 30 mil para R$ 42.983. As mudanças valerão para a modalidade 1 do Novo Fies, em que são ofertadas vagas com juro zero para estudantes de famílias com renda mensal de até três salários mínimos.

O limite de R$ 42.983 foi o mesmo definido para as contratações até dezembro de 2017. O valor havia sido reduzido com a reformulação do programa, válida para este ano, mas, de acordo com o ministro da Educação, Rossieli Silva, foi aumentado agora porque havia demandas por cursos mais caros, como medicina. “Tínhamos medo de que o limite inicial pudesse comprometer a sustentabilidade, mas entendemos que não e, por isso, subimos o valor agora”, afirmou. “Não dá para termos no Brasil irresponsabilidade criando rombos. Ele é um programa importante que precisa ser sustentável”.

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Dia dos Namorados deve injetar R$ 15,6 bi na economia

Por , Em Seridó

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namoradosO Dia dos Namorados deve injetar 15,6 bilhões de reais na economia brasileira, conforme pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A estimativa é que 93,5 milhões brasileiros irão às compras nesta data e o gasto médio será de 166,87 reais.

O levantamento mostra que três em cada dez entrevistados que pretendem adquirir alguma lembrança farão isso mesmo possuindo contas em atraso atualmente. Além disso, 8% deixarão de pagar alguma dívida para comprar algo para a pessoa amada.

Entre os consumidores que adquiriram presentes na data no ano passado, 9% estão negativados por compras feitas na ocasião. E 28% dos compradores admitem ter o hábito de gastar mais do que podem para agradar o parceiro. A maior parte dos entrevistados (36%) deve desembolsar a mesma quantia que no ano passado, enquanto 21% projetam gastar mais e 17% pretendem diminuir o valor.

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Caminhoneiros ameaçam nova greve se tabela de preços mínimos de frete for alterada

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caminhoneirosEnquanto as empresas transportadoras se movimentam para mudar a tabela do frete mínimo, os caminhoneiros acompanham – ressabiados – o andamento das negociações em Brasília. Nas redes sociais, os motoristas temem que o lobby dos grandes grupos consiga derrubar a tabela recém instituída pelo governo como contrapartida ao fim da greve. Mas eles prometem resistir.

“Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são fortes, vai ser uma grande revolta”, diz Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT) e que foi o grande líder da paralisação de 2015.

Foi ele quem criou os primeiros grupos de caminhoneiros no WhatsApp para organizar os protestos daquele ano. Nesta quarta-feira, Schmidt participa de quase 90 grupos na rede. “Tá todo mundo só esperando que a tabela seja derrubada para parar tudo de novo”, afirma. “E, pelo que estou vendo no WhatsApp, pode ter certeza de que isso vai acontecer.”

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Violentada na infância, mulher vira policial civil em SC e prende homem que a estuprou

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Por interino

Menina foi estuprada por fotógrafo que era amigo do pai dela. (Foto: André Valente/BBC Brasil )

Ela era uma menina falante, de 9 anos, que tinha uma coleção de bonecas e brincava de casinha com a melhor amiga. Amava andar de bicicleta e passar a tarde na rua com outras crianças. Seu único aparelho eletrônico era uma TV.

Ele era um fotógrafo de 39 anos, casado, apaixonado pela natureza, extremamente falante e muito amigável. Ganhava fácil a confiança daqueles ao seu redor com suas conversas sobre praias, rios e viagens.

A menina e o fotógrafo se viram pela primeira vez no verão de 2002. Tábata* foi estuprada diversas vezes durante dois anos e meio pelo homem, amigo de seus pais. Cerca de 14 anos depois do último abuso, eles se reencontraram.

Desta vez, Tábata segurou firme o braço de seu agressor com uma mão enquanto empunhava uma arma com a outra. Ela o conduziu, algemado, até o fundo de uma cela, trancou o xadrez e saiu aliviada, “como se tivesse encerrado um ciclo”. O dia 21 de dezembro de 2016 ficou marcado para a policial civil de Santa Catarina, hoje com 26 anos, como a data em que prendeu o homem que a estuprou na infância.

Em entrevista à BBC Brasil, ela contou a história pela primeira vez a um jornalista. Tábata diz que fez isso para encorajar outras mulheres a denunciar seus agressores. “Denunciar e mexer nisso foi um processo de cura”, diz.

Acampamento

O pai de Tábata conheceu o fotógrafo quando ela tinha 9 anos. Pouco tempo depois, os dois se tornaram amigos e pegaram o hábito de jogar futebol juntos.

Rapidamente, os amigos passaram a promover uma integração entre suas famílias. Elas passaram a sair e acampar juntas nos fins de semana de verão. Os lugares preferidos eram campings próximos ao rio Uruguai, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tábata se recorda dos dias divertidos e dos banhos de rio que tomava ao lado dos dois casais. Juntos, os cinco faziam viagens de carro, trilhas em áreas de difícil acesso e pernoitavam em barracas na mata.

Vítima sofreu os abusos entre os 9 e os 11 anos. (Foto: André Valente/BBC Brasil )

Logo, ele (o fotógrafo) começou a me molestar. Ele se aproximava e ficava passando a mão em mim. Eu não entendia. Aquilo me incomodava, mas eu não via o caráter criminoso naquilo que ele estava fazendo. Não falei nada para a minha família, até hoje não sei dizer o porquê”, conta Tábata.

A garota tinha uma meia-irmã 8 anos mais velha, que não frequentava os acampamentos. “Ela não era muito próxima do meu pai por não ser filha biológica dele. Ela costumava ficar em casa assistindo à TV e estudando”, conta.

Segundo Tábata, o agressor se aproveitava de sua fragilidade, do isolamento e da pouca visibilidade em meio às árvores – distante dos olhares dos adultos – ou durante os mergulhos da menina na água para se aproximar e cometer os abusos.

“Certa vez, ele abusou de mim quando ele precisava buscar água (para o acampamento) e me fizeram ir com ele para ajudar a carregar os galões. No caminho, ele se aproveitou para ficar passando a mão em mim, mas eu consegui escapar e correr na frente. Meus pais nem perguntaram por que cheguei antes dele. Nem passava pela cabeça dos meus pais que ele pudesse abusar de mim porque confiavam muito nele”, conta Tábata.

A frequência de abusos começou a aumentar na mesma proporção em que crescia o incômodo que a garota sentia. Sua vontade era contar os atos violentos para o pai dela.

“Meu pai sempre foi muito estressado, pilhado. Eu tinha medo que ele pudesse matar ele (fotógrafo), ir preso. Começam a passar mil coisas na cabeça de uma criança. E também tem o receio de que seus pais não vão acreditar no que você está passando”, afirma Tábata.

Tábata relata que os primeiros abusos ocorreram de acordo com as oportunidades. Mas logo o fotógrafo passou a estudar o dia a dia da família para saber quando a garota estaria sozinha em casa.

Ele descobriu que a irmã mais velha de Tábata fazia magistério e a mãe trabalhava à noite. Conhecia a rotina de futebol noturno do pai da garota e passou a procurá-la nesses horários.

“Ele dizia: ‘Só um pouquinho, só um pouquinho’. Ele nunca me agrediu com tapas, mas me segurava à força, mesmo eu sendo uma menina grande para a minha idade”, lembra Tábata.

Ela não se recorda de ameaças feitas pelo estuprador, mas diz que ele pedia para que ela não comentasse com os pais o que acontecia entre eles. Os abusos ocorreram durante cerca de 2 anos e meio.

Tábata conta que passou a ter maior consciência do crime aos 11 anos, quando começou a gritar, xingar e resistir, em vão, aos abusos. Na época, ela decidiu que contaria para a sua mãe.

Porém, a mãe de Tábata foi diagnosticada com transtorno bipolar e seu estado de saúde a desencorajou a revelar os estupros.

Mais vítimas

Nessa mesma época, o pai da garota teve um relacionamento extraconjugal com a mulher do fotógrafo. O caso foi descoberto e colocou um ponto final na amizade entre os casais e na rotina de abusos.

Nessa época, Tábata decidiu relatar as agressões apenas para sua amiga mais próxima, que passava o dia todo com ela e tinha sua confiança. A única condição foi que a menina não contasse para ninguém, o que foi respeitado.

Durante um período, Tábata preservou a mãe, que tinha frequentes crises psiquiátricas – mesmo à base de medicamentos – e decidiu não contar para a irmã porque as duas não eram tão próximas e tinham algumas brigas.

A doença da mãe, no entanto, reaproximou as duas e Tábata decidiu relatar os abusos pela primeira vez à irmã, em outubro de 2006. “Quando contei, ela entrou numa crise de choro desesperadora. Imediatamente, ela ligou para o meu pai, que já era divorciado da minha mãe havia dois anos. Até hoje eu fico com um arrependimento de fazer as pessoas sofrerem tanto. Eu fico pensando se valeu a pena contar”, diz Tábata.

Ela diz que, ao longo dos anos, tentou esquecer os detalhes dos estupros para se proteger emocionalmente. O tempo passou e as memórias dos abusos continuavam a rondar seus pensamentos.

Numa tentativa de “não surtar” e aliviar o peso das lembranças, Tábata passou a contar a história para outras amigas de colégio na adolescência.

Em 2008, quando tinha 16 anos, uma de suas amigas contou o caso para a mãe, que, por coincidência, conhecia o fotógrafo e chamou Tábata para conversar.

“Ela me disse que tinha ouvido falar que esse fotógrafo também tinha abusado de outras meninas. Aquilo me deu muita revolta. Eu achei que ele tinha feito aquilo só comigo, mas logo pensei que aquele cara estava acabando com a vida de outras pessoas, outras meninas”, disse.

Sete anos após o primeiro abuso, Tábata relatou o histórico de agressões à Polícia Civil, registrou um boletim de ocorrência e uma investigação foi iniciada. Mas ela nunca foi chamada para voltar a depor e o inquérito ficou engavetado.

Quatro anos depois, o processo foi para o Ministério Público, onde a ação ficou mais dois anos parada. Tábata, então, foi pessoalmente à Promotoria perguntar o motivo da estagnação.

“Eu estava conversando com uma assessora do promotor, mas ela não sabia me dizer porque ele não tinha denunciado o caso, quando eu me alterei e passei a levantar a minha voz. Nesse momento, ele (promotor) saiu da sala dele e foi grosseiro comigo. Disse que fazia muito tempo, que não tinha provas e que eu demorei pra denunciar”, conta.

Tábata entrou em desespero. Contou chorando para o pai que seu caso tinha acabado e que o fotógrafo nunca seria julgado. Mas o pai dela se lembrou que um comerciante que morava na região havia relatado que o fotógrafo também tinha abusado de sua filha quando ela tinha 9 anos.

Na época do crime, o comerciante agrediu o fotógrafo quando soube que ele tinha passado a mão nos seios de sua filha. Tábata foi pessoalmente falar com a mãe da vítima para pedir auxílio.

“Eu pedi para ela depor para que o Ministério Público soubesse da conduta dele e pudesse denunciar. Eles aceitaram depor, então levei o nome dela e dos pais à Promotoria para que tivessem provas”, disse.

Após o novo depoimento, a Promotoria entendeu que o fotógrafo tinha um histórico de abusos e, finalmente, o denunciou por pedofilia. Um ano depois, em 2013, ocorreu a primeira audiência.

Julgamento

Durante a audiência no tribunal, conta Tábata, o fotógrafo negou ter tido relações sexuais com a menina. “Eu só li a sentença. Mas ele disse que eu inventei tudo aquilo porque eu queria me vingar dele. Ele dizia que eu fiz aquilo porque meu pai não teria conseguido sair com a esposa dele”, conta Tábata.

O homem foi condenado por estupro a 7 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O depoimento da segunda vítima foi essencial para comprovar o histórico de violência sexual do fotógrafo. O criminoso entrou com recurso e respondeu ao processo em liberdade. Depois de um ano e meio, houve a confirmação da sentença em segunda instância.

Nesse meio tempo, Tábata, aos 24 anos, concluía seu curso na Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. “Eu fui focada em fazer o meu trabalho, sem me apegar ao que tinha ocorrido no passado. Procurei deletar tudo da minha cabeça”, conta.

Mas, no fundo, os abusos que sofreu foram decisivos na decisão de ser policial. A vontade de Tábata era “pegar todos os estupradores”, mas decidiu não só evitar, mas se afastar completamente de casos ligados a crimes sexuais em seu cotidiano profissional.

“Eu não teria autocontrole para não agredir um abusador, manter o profissionalismo em casos bárbaros como os de agressões a bebês. E meu papel na polícia é exercer a minha profissão conforme a lei”, diz.

E, quando ela menos esperava, surgiu sua oportunidade de cumprir a lei. A polícia recebeu a ordem de cumprir o mandado de prisão contra o fotógrafo. Tábata estava junto.

“No dia 22 de dezembro de 2016, pedi apoio, fomos em oito ou dez policiais até que o localizamos e executamos o mandado. Ele estava escondido numa chácara isolada, na beira de um rio. Naquele dia, meu colega fez a revista e a prisão. Mas eu fiz questão de bater a porta da cela, como se fosse para encerrar esse ciclo.”

Menos de um ano depois, no dia 19 de dezembro de 2017, o fotógrafo saiu pela porta da frente do presídio. Devido ao seu bom comportamento e dias descontados por trabalhar na horta e na cozinha do presídio, ele teve sua pena reduzida e hoje está livre.

Trauma

Desde a infância, Tábata sempre foi muito falante e extrovertida. Mas os abusos criaram nela barreiras até o início da fase adulta.

“Eu sentia uma sensação ambígua: queria me relacionar com as pessoas, mas tinha medo porque sempre lembrava das agressões e tinha vergonha do meu corpo. Quando as meninas falavam em sexo e filhos, eu achava aquilo o fim do mundo porque via o sexo como uma coisa ruim”, relata Tábata.

Hoje, ela diz que evita lidar no cotidiano profissional com casos de violência sexual e conta que revive seu caso sempre que atende casos de estupro. Para as famílias, no entanto, ela acredita que sua história pode servir como um alerta.

“Eu diria para as mães conversarem muito com seus filhos e instigá-los a contar sobre qualquer comportamento de adultos que sejam impróprios . E dizer que vão acreditar na versão deles. Às vítimas, digo que tive dificuldade e superei, mas que eles não podem se revitimizar porque o problema ocorre na proporção que você o alimenta. Eu sempre digo que a vítima não é culpada. O que aconteceu não foi em decorrência da postura ou da roupa que ela estava usando, mas pelo fato de o agressor ser uma pessoa doente.”

*A pedido da policial civil, seu nome verdadeiro foi omitido nesta reportagem. O nome do agressor e a cidade onde os abusos aconteceram também foram omitidos para proteger a identidade das vítimas.

G1-SC

 

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Petrobras reduz em 0,45% o preço da gasolina na refinaria a partir desta quinta-feira

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Por interino

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (6) uma nova redução do preço da gasolina nas refinarias de todo o país, a terceira queda consecutiva. Segundo o site da estatal, o preço da gasolina passará a custar, a partir desta quinta (7), R$ 1,9617, 0,45% inferior ao preço que vigorava no dia de hoje, de R$ 1,9706.

Desde a última alta anunciada para valer no dia 2, o preço da gasolina nas refinarias já caiu 2,45%.

Agência Brasil

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Argentina cancela amistoso em Israel após pedido de jogadores

Por , Em Seridó

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argentinaDepois de muitos protestos de palestinos, a Associação do Futebol Argentino atendeu aos pedidos de seus próprios jogadores e confirmou o cancelamento do amistoso contra Israel, que aconteceria neste sábado (9).

A federação tentou mudar o local do confronto de Jerusalém para Haifa, mas os jogadores rejeitaram a opção. Agora, a AFA procura um adversário substituto para seu último amistoso em Barcelona antes da Copa; conforme apurou a reportagem, as opções são Malta e San Marino.

“No fim pudemos fazer o correto. Primeiro vem a saúde e o senso comum. Achamos que o melhor era não ir”, disse Higuain à ESPN local. Nesta terça-feira, manifestantes foram até a porta do CT Joan Gamper, na Catalunha, e fizeram um ato de repúdio ao jogo que será realizado em Jerusalém.

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PF pede quebra de sigilo telefônico de Temer, Moreira e Padilha em caso Odebrecht

Por , Em Fonte BG

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Por interino

Foto: Givaldo Barbosa/ O Globo

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer e de seus ministros mais próximos, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia), referente ao ano de 2014. O objetivo é aprofundar a investigação sobre o pagamento de R$ 10 milhões que teria sido feito pela Odebrecht e acertado em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, naquele ano. Os investigadores buscam rastrear telefonemas feitos entre eles nas datas próximas das entregas de dinheiro em espécie relatadas pelos delatores da empreiteira.

O pedido da PF, protocolado sob sigilo, chegou ao gabinete do ministro Edson Fachin, do STF, no fim de março, de acordo com fontes do Supremo Tribunal Federal. Relator da investigação sobre os R$ 10 milhões da Odebrecht, Fachin enviou o processo para uma manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os autos foram devolvidos ao gabinete de Fachin há duas semanas.

Raquel Dodge se posicionou contra a quebra do sigilo telefônico de Temer, apesar de ter concordado com as quebras dos demais personagens envolvidos. Segunda colocada na lista tríplice para comandar a PGR, Dodge foi nomeada ao cargo diretamente por Michel Temer.

É a primeira vez que uma investigação em andamento pode quebrar o sigilo telefônico do presidente da República. No outro inquérito do qual é alvo, que apura suspeitas de pagamento de propina do setor portuário, Temer teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados por autorização do ministro do STF Luís Roberto Barroso, mas não houve pedido de quebra de sigilo telefônico. Assim como desta vez, Raquel Dodge tinha se posicionado contrária às quebras de sigilo bancário e fiscal de Temer, mas Barroso seguiu o pedido inicial feito pela Polícia Federal.

Caberá agora ao ministro Edson Fachin decidir se acolhe integralmente o pedido da PF ou se vai acompanhar a manifestação da PGR, que excluiu Temer como alvo da quebra.

A solicitação de quebra do sigilo telefônico também atinge os operadores da Odebrecht responsáveis pelas entregas de dinheiro ao PMDB. O objetivo da PF é rastrear possíveis telefonemas e contatos feitos pelos políticos e pelos operadores no período próximo às entregas de dinheiro. Os extratos telefônicos mostrarão apenas os registros das ligações feitas entre eles, sem detalhes do seu conteúdo.

A investigação apura entregas feitas no escritório do advogado José Yunes, amigo de Temer, e também pagamentos no Rio Grande do Sul, que seriam destinados a Padilha. Entregadores da Odebrecht já reconheceram o escritório de Yunes como um dos endereços onde efetuaram as entregas de dinheiro vivo.

De acordo com a delação dos executivos da Odebrecht, houve um acerto da empreiteira de repassar R$ 10 milhões para o PMDB em 2014, ano no qual Temer era candidato à vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff. O acerto foi selado em um jantar no Jaburu. Parte desse dinheiro teria abastecido a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo, enquanto o restante teria sido captado por Eliseu Padilha. Yunes já confirmou à PF que recebeu um envelope em seu escritório a pedido de Padilha.

O Globo

 

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Semurb emite nota sobre o reaprazamento da Audiência Pública do Projeto Orla

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Por interino

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Sr. Daniel Nicolau de Vasconcelos Pinheiro, no uso das atribuições que lhe confere o Decreto Municipal nº 8.787, de 02 de julho de 2009, comunica o adiamento das atividades relacionadas à realização de Audiência Pública destinada à proposta de alteração do Decreto Municipal nº 9.077, de 20 de maio de 2010, no que concerne à composição do Comitê Gestor da Orla de Natal/RN, para o biênio 2018/2020, mediante a indicação das instituições públicas e eleição das entidades representativas da sociedade civil, definindo o seguinte Calendário e Esclarecimentos Complementares:

1. CALENDÁRIO DAS ATIVIDADES PARA FORMAÇÃO DO COMITÊ GESTOR DA ORLA DO MUNICÍPIO DE NATAL/RN PARA O BIÊNIO 2018/2020

2. ESCLARECIMENTOS COMPLEMENTARES

2.1. As reinscrições e inscrições devem ser efetuadas no site:http://bit.ly/fichaprojetoorla, até o dia 08.06.2018;

2.2. Para a inscrição de candidatura devem ser informados, nome, CNPJ, endereço, telefone e e-mail da entidade, tipo da instituição e período da atuação; nome, RG, CPF, endereço, telefone e e-mail do representante legal da entidade; informações complementares sobre as atividades da entidade na praia que pretende representar, visando comprovar a atuação na área, a representatividade e a disponibilidade e indicação de representante para membro titular do Comitê Gestor da Orla de Natal/RN, informando nome, RG, CPF, endereço, telefone e e-mail.

2.3. Para a confirmação da candidatura devem ser apresentados, até às 14h do dia 12.06.2018, na SEMURB, à Av. Bernardo Vieira, 4665, CEP 59015-450, Tirol, Natal/RN, cópia do estatuto social, ou outro ato constitutivo da entidade, ou publicação comprobatória em diário oficial, cópia do CNPJ, comprovante de endereço da entidade; cópia do RG, CPF e comprovante de residência do representante legal da entidade; documento comprobatório que identifique o nome do representante designando pela entidade para membro titular do Comitê Gestor da Orla de Natal/RN, com cópia do RG, CPF, comprovante de residência, telefone e email;

2.4. A lista das candidaturas habilitadas será divulgada, no site:www.natal.rn.gov.br/semurb, no dia 13.06.2018;

2.5. A apresentação de recursos poderá ser efetuada até as 14h do dia 15.06.2018, na SEMURB, sendo o resultado da avaliação divulgação no dia 18.06.2018 no site:www.natal.rn.gov/semurb, ficando eventuais pendencias para deliberação na Audiência Pública.

2.5. As normas, procedimentos e critérios do processo eleitoral estão definidas na Proposta de Regulamento divulgada no site site:www.natal.rn.gov.br/semurb, a ser lido, debatido e aprovado na Audiência Pública agendada para o dia 19.06.2018, às 16h, no dia Auditório do IFRN.

2.6. Em caso de dúvidas, ou necessidade de outras informações, entrar em contato com a SEMURB.

Fones – 99405 1883

e-mail – alvaniao@yahoo.com.br

Natal, 06 de junho de 2018

Daniel Nicolau de Vasconcelos Pinheiro

Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo do Município de Natal/RN

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Bolsonaro é ‘maluco’, ‘boçal’ e ‘um câncer a ser extirpado’, diz Ciro

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Por interino

Montagem/ O Globo

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, partiu para cima de Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta-feira. Em sabatina do jornal “Correio Braziliense”, Ciro chamou Bolsonaro de “maluco”, “boçal”, “despreparado” e “um câncer a ser extirpado”.

Quando falava sobre tributação, Ciro criticou a resposta dada por Bolsonaro sobre o assunto, em entrevista dada no mesmo dia. De acordo com o Ciro, o Brasil precisa ter uma tributação mais progressiva sobre herança e renda e é preciso”diminuir a incidência de impostos sobre a classe média, principalmente sobre o imposto de renda”.

– O líder nas pesquisas disse que não vai tributar herança, nada. Então, de onde virá o dinheiro? Vão entregar o cargo a um boçal, a um despreparado? Os democratas têm obrigação de chamá-lo de boçal e despreparado. E os democratas tem obrigação de extirpar esse câncer enquanto ainda pode ser extirpado – atacou Ciro.

O pedetista também criticou o presidente da República, Michel Temer, por fazer parte de um “grupo criminoso”. E disse que o senador Romero Jucá (MDB-RR) não fará parte de um governo seu, pois não irá negociar com “ladrão”.

– Quando fui deputado, entrei na Câmara e tive uma desilusão muito grande. Quem mandava era Michel Temer e Eduardo Cunha. Um já está cadeia, e o outro ainda vai.

Durante a sabatina, também sobrou para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no momento em que Ciro explicava sua proposta para a aposentadoria.

O pré-candidato propõe retirar do custo do regime da Previdência as aposentadorias rurais, que passariam a ser incluídas na conta do Tesouro. Seria criado um sistema de capitalização de aposentadoria, de caráter público. E propõe que todos tenham direito a um salário mínimo, tendo ou não contribuído. Ele disse que a transição será difícil e que ainda está calculando os impactos.

– É difícil, fácil é dar aula de sociologia, como o Fernando Henrique faz – disse Ciro.

O Globo

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Prefeitura de São Gonçalo investe 46 mil em grupos culturais

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Por interino

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN, através da Fundação Cultural Dona Militana, realizou na manhã dessa terça-feira (05), no Teatro Municipal, a assinatura do termo de compromisso com os grupos contemplados nos editais de incentivo à cultura, que somam R$ 46 mil.

O presidente da fundação cultural, Flávio Henrique, ressaltou a importância desses incentivos. “Nossa administração segue na contramão da crise. Enquanto muitos municípios não investem em cultura, estamos contemplando 15 grupos com esses editais. O Edital Junino, por exemplo, vai beneficiar seis quadrilhas com um investimento de R$ 22 mil”, disse.

Além do convênio com as quadrilhas juninas, o prefeito Paulo Emídio também realizou assinatura com outros grupos da cidade, contemplados em mais dois editais: o Edital Pedro Miranda, destinado ao teatro no valor de R$ 10 mil; e o Edital Mestre Sérvulo de Cultura Popular, para apoio aos grupos folclóricos de São Gonçalo, investimento de R$ 14 mil.

“A cultura é a alma de um povo. Ela ultrapassa gerações e valoriza nossa história. Por sua relevância inquestionável, principalmente nós que somos o berço da cultural popular do Rio Grande do Norte, investir na área é fundamental para nossa cidade”, pontuou Paulo Emídio (Paulinho).

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Mais quatro vereadores acompanham decisão de Júlia Arruda e rompem com Álvaro Dias

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Além da vereadora Julia Arruda, os vereadores Ana Paula, Luiz Almir, Chagas Catarino e Dinarte Torres têm definido que não farão mais parte do grupo de sustentação do prefeito Álvaro Dias.

Assim a como a parlamentar do PDT, eles também vão romper com o prefeito de Natal.

Segundo dois vereadores com os quais o blog conversou, o atual prefeito trata os vereadores como se estivesse lidando com pessoas desqualificadas e olha para todos com arrogância e tentando determinar o que cada um deve fazer.

As informações reforçam ainda mais a situação denunciada pela vereadora Júlia Arruda, que rompeu com o prefeito e comunicou suas decisões em nota enviada à população.

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Em meio ao caos, a família imperial brasileira sonha voltar a reinar

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Por interino

Herdeiros da família real brasileira acreditam que o caos vivido pelo país só tem uma solução: a volta de sua família ao poder (Reprodução/Wikimedia Commons)

Muitos poderiam encarar como uma brincadeira, mas Dom Bertrand de Orleans e Bragança é um homem sério. Com 77 anos, o príncipe imperial do Brasil acredita que o caos vivido pelo país só tem uma solução: a volta de sua família ao poder.

“Se a monarquia voltasse, seria um alívio. Os brasileiros celebrariam com uma grande festa nacional porque estão fartos da República”, assegura, com a voz pausada, o tataraneto de Dom Pedro II, o último imperador do Brasil.

O Brasil realmente atravessa tempos difíceis, com greves e uma desconfiança generalizada da população em relação aos políticos envolvidos em megaescândalos de corrupção, e uma volta ao passado imperial não soa como algo tão descabido para algumas pessoas.

Apesar de o Império brasileiro ter terminado oficialmente em 1889, com a proclamação da República, os herdeiros da extinta Coroa insistiram em reclamar seu papel durante o encontro monárquico anual realizado no Rio de Janeiro neste fim de semana.

A maioria dos brasileiros pouco conhece sua existência, mas a família imperial tem um público fiel.

E este ano dezenas de pessoas de todas as partes do país compareceram ao evento.

Usando suas melhores roupas, jovens e idosos saudavam com reverência a “Sua Alteza” antes de entrar para assistir a missa comemorativa na antiga capela imperial, no alto do bairro carioca da Glória.

Quase todos brancos e exibindo um ‘pin’ com a bandeira monárquica, esperavam ansiosos pelo aperto de mão do príncipe – usando um terno clássico e gravata grená, alto, magro – diante da bela igreja de estilo português.

Muitas mulheres e meninas cobriam sua cabeça com véus: as solteiras de cor branca e as casadas de preto. “Ave, Império!”, gritou uma delas, agitando uma grande bandeira monárquica.

“Hoje tem muita gente pedindo, inclusive, a intervenção militar porque o brasileiro não tem a quem recorrer. Quando os políticos deixam de te representar, não há nada que se possa fazer. Eu acho que a família real tem personalidades fantásticas, sem comparação com os políticos”, defende Graciane Pereira, uma anestesista de 37 anos originária de Porto Alegre.

Tempos de glória

O tempo pareceu ir para trás durante a”missa imperial” na igreja onde foram batizados Dom Pedro II (1825-1891) e a princesa Isabel (1846-1921).

O padre, com um hábito especial dourado e usando um barrete, estava acompanhado por coroinhas que lançavam incenso. E apesar de conduzir parte da cerimônia de costas e em latim, elogiou em português o “passado glorioso de reis, imperadores e santos” que, a seu ver, encarnam os descendentes imperiais.

Muitos dos presentes também reivindicaram com nostalgia essa “época de ouro” e se mostravam convictos de que países como Noruega, Bélgica, Espanha ou Suécia são muito mais avançados graças a seus reis.

“O Brasil, na realidade, perdeu o norte a partir da queda da monarquia. A partir daí, tudo começou a ir mal”, afirma Uilian Martins, um pedagogo de 33 anos, de Rondônia.

A família imperial é “muito boa, gente séria, honesta. É do que o Brasil está precisando, mas muitos acreditam erroneamente que se a monarquia voltar, é como se voltasse a escravidão”, diz, por sua vez, José Dearimatea, um aposentado 83 anos, elegantemente vestido com um terno escuro.

Quase como se estivesse vendo um filme, Ana Paula Logrado, uma administradora de 41 anos que queria visitar a igreja, parecia estar em choque por causa do evento e apresentou um contraponto para a retórica imperial: “Acho que a corrupção que vivemos começou, na realidade, nessa época”.

Charme

Apesar de apenas 10% dos brasileiros se pronunciarem a favor da restauração da monarquia em uma consulta popular realizada em 1993, Dom Bertrand está convencido de que hoje em dia essa opção seria majoritária.

O brasileiro, diz ele, é “indiretamente” monárquico e prova disso são personalidades como ‘O Rei’ Pelé ou as ‘rainhas de bateria’ das escolas de samba.

A proposta que a Casa Imperial do Brasil faz é implantar uma monarquia que dê “estabilidade” e “união” ao país.

“A monarquia tem certo charme que a República não tem”, defende Dom Bertrand, que considera o PT de Lula “uma seita”.

Em questões sociais, se declara contrário ao casamento gay e acredita que o racismo não existe no Brasil.

Mas nem tudo que reluz é ouro, nem mesmo na Casa Imperial: o príncipe vive há anos em São Paulo, principalmente de doações e também ajudado pelo trabalho voluntário de seis pessoas, porque o “laudêmio” foi concedido para outra parte da família, que disputou o trono inexistente há anos.

Na realidade, mesmo que seu sonho se realizasse, não seria Dom Bertrand que reinaria. Teoricamente, deveria ser seu irmão mais velho, Dom Luiz, solteiro e sem filhos como ele.

Mas Dom Luiz, cujos 80 anos foram festejados com um banquete depois da missa em sua ausência, há algum tempo não participa nos atos públicos por motivos de saúde.

Os olhos monárquicos estão voltados para Dom Bertrand. E para o principal interessado, o sonho não parece tão distante.

“Isso é um fruto que está amadurecendo. Ninguém sabe quando se concretizará, mas estou seguro de que verei o regresso da monarquia com meus olhos”, prognostica o príncipe.

Exame, com AFP

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