
Uma comissão composta pelos vereadores caicoenses Almir Filho (PCdoB), Cláudio Sandêgi (PV) e Leleu Fontes (PDT) foram na noite desta terça-feira (20) até a Câmara Municipal de Jardim do Seridó, onde na oportunidade se reuniram com os vereadores daquele município para tratar das declarações da secretária Municipal de saúde de Jardim do Seridó que envolveu o secretário municipal de saúde da cidade de Caicó.
Além do presidente daquela casa, vereador Gilberto Valdeger (PSB), participaram os vereadores Iron Júnior (PP), Anchieta Júnior (PR), Ana Vilar (PSB), Dedé do Consórcio (PDT), Dudeca (PDT) e Geralda Sampaio (PMDB).

Na oportunidade a comissão solicitou através de ofício copias da ata da sessão e também cópia da gravação do áudio da sessão em que a secretária participou. O que foi atendido na mesma noite.
Segundo o presidente da Câmara local, as declarações, da secretária estão sendo apuradas pelo consórcio de secretarias municipais de saúde da região que gerencia os recursos. Deste conselho fazem parte cerca de 23 municípios.
Vereadores de Caicó se encontram com a Secretária de saúde Zuíla Coutinho

Após conversar com os vereadores de Jardim do Seridó, os parlamentares caicoenses foram ao encontro da secretária de saúde Zuíla Coutinho, que procurou os vereadores e marcou o encontro que aconteceu na sua residência.
Numa conversa franca e contundente a secretária deu sua versão dos acontecimentos. E declarou: “Isso tomou uma proporção que eu não esperava”.
A princípio a secretária contou um pouco de como assumiu a secretaria de saúde: “Quando assumi existia mais de 200 mil reais em dívidas e hoje não devemos mais”.
A seguir trechos das declarações da secretária Zuíla Continho aos vereadores caicoenses

“Em relação a retirada de dois procedimentos de média e alta complexidade do município a secretária afirmou: Apesar de ter sido para uma pessoa do meu município, isso foi ilegal porque não passou pelo gestor do sistema que é o secretário (…) Dois exames foram retirados ilegalmente pelo operador de Caicó, sem a nossa autorização (…) Isso foi retirado do nosso sistema sem o nosso conhecimento mas nós quando vimos reclamamos para o conselho (…) Disse que se continuar acontecendo eu irei até a promotoria pública”, declarou.
Por fim a secretária disse que existem algumas pessoas que usam o poder que tem nas mãos, através dos cargos públicos que ocupam para fazer uma espécie de remanejamento destes procedimentos. O que sinaliza um possível tráfico de influência.
E sobre o secretário de saúde de Caicó, Ubalmágnus Góis, ela declarou: “Ele é o gestor regional, por Caicó ser a cidade pólo. (…) O secretário de Caicó identificou o problema, me procurou e afirmou que isso não iria mais acontecer. Ele foi o mais correto possível”.
Por fim explicou que o remanejamento de procedimentos é legal se for acordado pelos gestores de cada município. “O remanejamento que acontece entre os municípios é legal, mas tem que passar pelo aval do gestor municipal e neste caso específico destes dois procedimentos não aconteceu”.