O Senado deverá aprovar já na próxima semana a PEC 333 que aumenta o número de vereadores em algumas câmaras municipais brasileiras, inclusive do Rio Grande do Norte, de acordo com a quantidade de habitantes. Esta é a disposição do presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), bem como de lideranças do governo e da oposição. Prevalecendo o texto aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados, 20 câmaras do estado juntas aumentarão 104 vagas. A aprovação precisa ser feita até o dia 30 de junho para que tenha validade para as composições das eleições 2008.
No Rio Grande do Norte, as câmaras municipais que sofrerão alterações para mais são: Apodi (9 para 13), Açu (10 para 15), Areia Branca (9 para 11), Baraúna (9 para 11), Caicó (10 para 15), Canguaretama (9 para 11), Ceará Mirim (10 para 15), Currais Novos (9 para 13), João Câmara (9 para 13), Macaíba (10 para 15), Macau (9 para 11), Mossoró (13 para 21), Natal (21 para 29), Nova Cruz (9 para 13), Parnamirim (12 para 21), Pau dos Ferros (9 para 11), São Gonçalo do Amarante (10 para 15), São José de Mipibu (9 para 13), Santa Cruz (9 para 13) e Touros (9 para 11).
O presidente da Federação da Câmaras Municipais (Fecam-RN) e da Câmara Municipal de Natal, vereador Dickson Nasser (PSB), afirmou que vai aguardar o desfecho da votação no Senado. Desde já, diante da expectativa de aumento de oito vagas na capital, uma arquiteta foi contratada para adaptar a sede da Câmara à sua nova composição. Ele ressaltou que não haverá aumento de despesas e que a Casa terá que se programar dentro da nova realidade com a receita repassada pela prefeitura.
Ao contrário do que se imagina, o aumento no número de vereadores não deverá redundar em aumento dos gastos. O texto aprovado na Câmara dos Deputados aumenta o número de vereadores dos atuais 51.748 para 59.791, mas reduz os gastos com de R$ 6 bilhões para R$ 4,8 bilhões anuais, porque o limite do orçamento das câmaras foi fixado em 2% a 4,5% da arrecadação do município dentro de cinco faixas de receita total anual. Hoje, esse limite é de 5% a 8% da receita, variando com base no número de habitantes. Mas, se reduz o repasse, a emenda retira do texto o artigo que limitava em 70% o gasto das câmaras com salários de servidores e vereadores.