Profissionais da área educacional de todo o país têm um encontro nestes dias 28 de março a 1º de abril, em Brasília, para participar da Conferência Nacional de Educação (Conae). Trata-se de um evento no qual serão determinados os rumos que a educação brasileira tomará nos próximos dez anos, em todos os seus níveis. O professor Carlos Eugênio de Faria, do campus Caicó, estará presente. “Na Conae vamos discutir, com profundidade, itens como ensino, pesquisa e extensão”, aponta Eugênio.
Para estar presente na capital federal, o professor passou por algumas etapas seletivas. Primeiro, foi eleito delegado na Conferência Municipal de Caicó e, em seguida, na Conferência Estadual, ambas realizadas no segundo semestre do ano passado. Agora, contribuirá na elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011, documento que sairá da Conae.
No PNE constarão as prioridades e as metas educacionais brasileiras para os próximos dez anos. Boa parte das metas contidas no Plano atual, elaborado em 2001, não foi bem-sucedida. Dados do Ministério da Educação apontam que as metas não foram alcançadas em tópicos como erradicação do analfabetismo, redução da repetência e do abandono da sala de aula em 50% e garantia da educação de jovens e adultos para 50% da população que não cursou o ensino regular. Houve avanços nessas áreas, mas não com a plenitude desejada. Em relação a EJA, por exemplo, quase 11 milhões de pessoas estiveram em sala de aula, mas o objetivo era chegar a 29 milhões. “A expansão dos institutos federais contribuirá para atingir essa meta”, analisa Carlos Eugênio.
Assunto que não deixará de se fazer presente nas rodas de discussão, durante a Conae, será a Desvinculação de Recursos da União (DRU), prevista para acabar em 2011. Essa desvinculação permite ao governo federal retirar até 20% de suas verbas e alocá-los em outros segmentos. Buscar aumentar a fatia dos investimentos em educação será uma das tônicas da Conae 2010.










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