
José Agripino mostra recibo de doação durante entrevista coletiva.O senador José Agripino (DEM), cujo nome fora envolvido na denúncia do “suposto financiamento ilegal de campanhas” pela Polícia Federal durante a operação Castelo de Areia, teve comprovado, com a divulgação dos e-mails da empresa, de que recebera doação legal.
“A constatação é clara de que houve uma perseguição de cunho político. A ação é de má-fé dupla, porque primeiro tenta me imputar uma culpa que não é minha, e segundo por esconder que a mesma coisa foi feita pelo PT, e ele não foi ao menos mencionado”, disse ao Nominuto.com.
No inquérito da PF, aparecem e-mails em que as doações aos partidos recebem a palavra “OK” ou “pendente”, para informar a situação do recibo. No caso do DEM do RN, estava escrito “DEM – R$ 300.000,00 (RN) recibo OK”, e no mesmo e-mail, aparece “PT Diretório Regional R$ 25.000,00 [recibo] pendente”, sem informar para qual estado se destinaria o dinheiro.
Há 12 dias, a Polícia Federal divulgou uma nota afirmando que o objetivo inicial da Operação seria investigar lavagem de dinheiro e crimes financeiros, e que o financiamento ilegal de campanhas veio à tona após as interceptações telefônicas.
De acordo com a PF, o DEM só foi mencionado porque apareceu nas escutas – o que não aconteceu com o PT. Além do DEM, PSDB, PMDB, PPS, PSB, PDT e PP também foram mencionados pelo órgão. Agora, além do PT, o inquérito também mostra o recebimento de dinheiro pelo PTB e PV.
José Agripino entrou com um pedido na Corregedoria do Senado para apurar “o viés político” da investigação, ao mesmo tempo em que colocou em ação os advogados do DEM. “Quero saber o nome e o endereço do responsável”.
Fonte: Nominuto.com.









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