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maio 2018

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‘Com medo de vaia’, presidenciáveis evitam palanque no Dia do Trabalho

Por , Em Fonte BG

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“Com medo de vaia”, segundo Paulinho da Força, os quase dez pré-candidatos à Presidência foram convidados, mas não apareceram no ato da Força Sindical deste 1º de Maio, Dia do Trabalho, em São Paulo, salvo por três deles, que expressaram pessimismo ao falar do país.

Manuela D’Ávila (PCdoB) pediu a revogação da reforma trabalhista, “que retira direitos dos trabalhadores, paga menos e faz com que trabalhem muito mais”.

Referindo-se ao incêndio e consequente desabamento de prédio em São Paulo, Paulo Rabello de Castro (PSC) disse que “foi a República do Brasil que desabou em cima do trabalhador e a trabalhadora brasileira”.

Com 13,7 milhões de desempregados, número em ascensão, segundo o IBGE, “quem quer governar o país tem a obrigação moral de gerar emprego”, discursou Aldo Rebelo (Solidariedade).

Manuela e Aldo deixaram o evento para viajar a Curitiba, onde haverá ato unificado em homenagem à classe trabalhadora e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na capital paranaense.

Esperados no comício em São Paulo, o governador Márcio França (PSB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também se coloca como candidato ao Planalto, não compareceram.

França atribuiu sua ausência ao desabamento. O prefeito Bruno Covas (PSDB) passou pelo ato, na praça Campos de Bagatelle, mas ficou no camarim e não subiu no palanque.

No ano passado, o então prefeito João Doria (PSDB) foi duramente criticado por sindicalistas por defender a reforma trabalhista.

“O povo não está muito contente com a política nacional, está todo mundo correndo de vaia”, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, organizador do ato.

Em seu discurso, ele disse que “perdeu no Congresso para a elite brasileira”, que aprovou a reforma trabalhista “para acabar com o direito dos trabalhadores e destruir a estrutura sindical”.

Sem a contribuição sindical obrigatória, Paulinho disse que teve dificuldade para viabilizar o evento, que custou R$ 2 milhões, dos quais R$ 100 mil foram repassados pela Caixa Econômica Federal e R$ 400 mil pela Força.

Os patrocinadores foram Hyundai e o banco BMG, entre outros.

Segundo Plínio Sarti, sindicalista com décadas de atuação, este 1º de Maio “foi o menos grandioso em 20 anos”.

“Isso se deve ao desmantelamento da estrutura sindical pela reforma trabalhista, à implosão de todo o sistema”, disse.

FOLHA

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