Caicó concentrou quase 5% de todos os raios registrados no Rio Grande do Norte entre janeiro e abril de 2026. Segundo levantamento da Neoenergia Cosern, com base em dados da Climatempo, o município contabilizou 2.877 descargas atmosféricas no período, o que representa aproximadamente 4,4% do total estadual.
Ao todo, o Rio Grande do Norte registrou 65 mil descargas atmosféricas nos quatro primeiros meses do ano. O número representa um aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2025.
Com esse volume, Caicó aparece entre os municípios mais atingidos por raios no estado, ocupando a quarta posição no ranking estadual, atrás de Apodi, Mossoró e Caraúbas.
De acordo com a distribuidora, também houve crescimento nas ocorrências no sistema elétrico provocadas por raios. Entre janeiro e abril, foram registradas 3.144 ocorrências, aumento de 40% na comparação anual.
Apesar do crescimento no número de descargas atmosféricas, o impacto sobre os consumidores caiu 14,3%, totalizando 178 mil unidades consumidoras afetadas por interrupções no fornecimento de energia.
Segundo Daniel Burgos, supervisor da Neoenergia Cosern, a redução no impacto está relacionada a investimentos no reforço da rede elétrica, como ampliação da instalação de para-raios e uso de equipamentos telecomandados. Esses equipamentos ajudam a identificar falhas com mais rapidez e reduzem o tempo de restabelecimento da energia.
Os dados apontam maior concentração de raios nas regiões Oeste, Seridó e Alto Oeste potiguar. Além de Caicó, aparecem entre os municípios com mais descargas atmosféricas Apodi, Mossoró, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Campo Grande, Assú, Upanema, Serra Negra do Norte e Santana do Matos.
Segundo Burgos, essas regiões possuem redes elétricas mais extensas e áreas abertas, o que aumenta a exposição às descargas atmosféricas.
Mesmo com o aumento expressivo no número de raios, a Neoenergia Cosern destaca que houve melhora na capacidade de resposta do sistema elétrico, com redução do impacto direto sobre os consumidores e maior agilidade na recomposição do fornecimento em casos de interrupção.