Os contribuintes cadastrados no programa Nota Potiguar terão mais uma oportunidade de garantir acesso ao Camarote da Festa de Sant’Ana de Caicó. Nesta segunda-feira (13), a partir das 18h, será disponibilizado o último lote promocional de vouchers.
Nesta etapa, os vouchers poderão ser resgatados por apenas 8 pontos, condição especial oferecida pelo programa durante a ação promocional. Serão disponibilizados 1.000 vouchers, com limite de um voucher por CPF, até o encerramento da disponibilidade.
Troca dos vouchers
Após o resgate no aplicativo, os vouchers deverão ser trocados entre os dias 13 e 17 de julho de 2026, nos seguintes locais:
Caicó
Restaurante Ponto Certo
Av. Seridó, 720
Horário: das 9h às 12h e das 13h às 18h
Natal
Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) – Centro Administrativo
Av. Senador Salgado Filho, s/n, Lagoa Nova
Horário: das 9h às 12h e das 13h às 14h
A orientação é que os contribuintes acessem o aplicativo da Nota Potiguar a partir das 18h para garantir o voucher o quanto antes, já que a quantidade é limitada. Após o resgate, é importante respeitar o período e os horários de troca para assegurar o acesso ao Camarote da Festa de Sant’Ana de Caicó.
O historiador Coquinho, integrante da Comissão de Beatificação do Padre João Maria, destacou a importância da peregrinação realizada no Seridó para divulgar a causa do sacerdote potiguar. Segundo ele, o processo de beatificação já está no Vaticano, onde será analisado por peritos responsáveis por reavaliar as virtudes heroicas do religioso. Somente após a beatificação poderá ser iniciado o processo de canonização. Coquinho ressaltou que Padre João Maria marcou a história do Rio Grande do Norte pela dedicação aos mais pobres, pelo trabalho durante a epidemia de varíola em Natal e pelo incentivo ao jornalismo, à educação católica e às ações pastorais.
O historiador explicou que diversos milagres e graças são atribuídos à intercessão de Padre João Maria e alguns já integram o processo encaminhado à Santa Sé, embora qualquer reconhecimento oficial dependa da decisão do Vaticano. A comissão também prepara o lançamento de um livro sobre a trajetória do sacerdote, previsto para outubro, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre sua vida e legado. Para Coquinho, a maior contribuição da sociedade para a causa é manter viva a devoção e, sobretudo, seguir o exemplo de caridade deixado por Padre João Maria.
Trinta anos após uma investigação policial transformar uma planta medicinal em caso de polícia, os moradores de Cruzeta, pequena cidade do semiárido do Rio Grande do Norte, voltam a uma pergunta que atravessa gerações: afinal, era liamba ou maconha? Essa é a provocação central de “Liamba, um santo remédio”, documentário dirigido por Luara Schamó e Manoel Batista que revisita um dos episódios mais marcantes da memória coletiva do Seridó potiguar e que terá sua pré-estreia no próximo dia 18 de julho, no Balneário Público de Cruzeta-RN, a partir das 21 horas.
Em 1996, uma planta cultivada há décadas em quintais, praças e espaços públicos passou a ser alvo de investigação policial após ser confundida com maconha. O episódio mobilizou autoridades, resultou em buscas, apreensões e na destruição de plantas utilizadas pela população em práticas medicinais e espirituais. A história ganhou repercussão nacional e, anos mais tarde, voltou a circular intensamente na internet, transformando-se em um “meme” nas redes sociais, conhecido por milhões de pessoas e perpetuando um estigma que seus moradores carregam até hoje.
Partindo dessa memória coletiva, o documentário reúne moradores, familiares, pesquisadores, lideranças religiosas e especialistas para reconstruir os acontecimentos e compreender seus desdobramentos ao longo de três décadas. Entre arquivos, documentos, relatos e investigações, o filme busca compreender como uma narrativa pode ultrapassar os fatos e passar a definir a imagem de uma comunidade inteira.
Ao longo da pesquisa, a equipe aprofundou estudos sobre a liamba (Vitex agnus-castus) e a maconha (Cannabis sativa), investigando suas diferenças botânicas, seus usos medicinais e suas relações com os saberes populares e a religiosidade brasileira. O filme também dialoga com um tema contemporâneo e cada vez mais presente no debate público: o avanço das pesquisas e das aplicações da cannabis medicinal na promoção da saúde e da qualidade de vida.
Mais do que buscar respostas definitivas, “Liamba, um santo remédio” propõe uma reflexão sobre desinformação, preconceito, memória, saúde e pertencimento. Ao devolver aos moradores de Cruzeta a oportunidade de contar sua própria versão dos acontecimentos, o documentário transforma uma história conhecida nacionalmente em um convite à escuta, ao diálogo e à reparação.
Luara Schamó, diretora da obra, destaca a equipe que participou do filme como uma “constelação de profissionais incríveis”, focadas na produção de uma história que merecia, há muito tempo, ser contada. “Foi um trabalho de coragem mexer numa ferida tão antiga. Toda vez que essa história volta a circular na internet vem cheia de erros e com distorções. Importante a população de Cruzeta falar sobre esse assunto e desmistificar o tema. Estamos em prol dessa medicina ancestral que vem passada de gerações em gerações”, ressaltou.
Atividade formativa abre espaço para diálogo sobre memória e saúde em Cruzeta Como parte das ações de contrapartida social do documentário “Liamba, um santo remédio”, o município de Cruzeta (RN) sedia na manhã do dia 17 de julho o encontro formativo “Cannabis medicinal, saúde e direito”.
A ação integra a programação oficial do “Circuito Liamba” e tem como objetivo principal promover o debate qualificado sobre cannabis medicinal, acesso à informação e a redução de estigmas sociais. Com uma metodologia baseada na construção coletiva do conhecimento, o encontro será conduzido em formato de roda de conversa intersetorial.
A mesa contará com profissionais convidados como Felipe Farias, presidente da Associação Reconstruir Cannabis Medicinal, a advogada Carla Coutinho e a Dra. Pollyanna Pedrosa, que trarão para o debate questões urgentes sobre possibilidades terapêuticas e cuidado em saúde.
O circuito foi pensado de forma estratégica para engajar a comunidade local e fomentar discussões fundamentais, tendo como público prioritário profissionais e estudantes das áreas de Saúde, Assistência Social, Segurança Pública, Direito, Educação e da comunidade em geral, utilizando o universo do filme como ponto de partida para o diálogo comunitário.
Produzido pela Nave Mãe Criações e Remar Produções, o filme integra ações de formação, memória e circulação cultural que aproximam audiovisual, território e participação comunitária, reafirmando o compromisso da produtora com narrativas que valorizam a cultura, os saberes populares e as histórias do Rio Grande do