Ao detalhar, em entrevista coletiva nesta terça-feira a 30ª fase da Operação Lava-Jato, em Curitiba, a força-tarefa disse que as empresas envolvidas procuraram operadores e diretores da Petrobras para receber vantagens, citou o ex-ministro José Dirceu, o ex-diretor da estatal Renato Duque e “seu grupo político” como beneficiários da propina e fez declarações para pressionar o Congresso a aprovar medidas que combatam a corrupção no Brasil.
Os contratos de empresas de fachada totalizaram mais de R$ 5 bilhões com a Petrobras, e em decorrência desses contratos foram pagas propinas que totalizaram pelo menos R$ 40 milhões.
Além desses contratos na aquisição de tubos, o que chamou a atenção dos investigadores foi que os executivos dessas empresas procuraram o operador Júlio Camargo e pediram para serem contratados pela Petrobras. Júlio, assim, procurou o diretor Renato Duque e o contrato foi firmado.
A Apolo pagou propina de um total de R$ 6,7 milhões — “e cerca de 25% desse valor foi redirecionado a Dirceu”, afirmou Roberson Pozzobon, procurador da Lava-Jato.





