Governo do Estado não resolve impasses e Aeródromo de Caicó chega a 4 anos de interdição

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Na próxima quarta-feira (07 de janeiro), o Aeroporto de Caicó (Aeródromo Rui Mariz), completa quatro anos de interdição, um marco negativo que evidencia a falta de ação do Governo do Estado diante de um equipamento estratégico para o desenvolvimento do Seridó. Desde o fechamento, em janeiro de 2022, o governo da governadora Fátima Bezerra não apresentou nenhuma solução concreta, apesar do tempo mais do que suficiente para resolver o problema.

A interdição foi determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil após a identificação de irregularidades operacionais. Em vez de corrigir as falhas com agilidade, o Governo do Estado permitiu o agravamento da situação. Em março de 2023, o aeródromo público de Caicó foi excluído oficialmente do tráfego aéreo, ficando proibida qualquer operação, inclusive voos particulares e de carga.

O impacto é profundo e regional. Caicó é o principal polo urbano do Seridó, região que concentra mais de 20 municípios e cerca de 300 mil habitantes. A ausência de um aeroporto funcional prejudica o turismo, afasta investimentos, dificulta o deslocamento para atendimentos médicos de alta complexidade e limita oportunidades de negócios. Ainda assim, o equipamento segue fechado, sem obras, sem cronograma e sem respostas claras.

Em julho de 2024, o Governo do Estado anunciou a transferência da gestão do aeroporto para a Infraero. No entanto, passados 18 meses do anúncio, o aeroporto continua sob responsabilidade estadual, permanece interditado e não há qualquer perspectiva concreta de reabertura.

A crítica que ecoa no Seridó é direta: faltou prioridade política. O atual governo teve tempo, recursos institucionais e instrumentos administrativos para agir — e não o fez.

O abandono do Aeroporto de Caicó simboliza o descaso com o interior do Rio Grande do Norte e com uma região historicamente estratégica. Enquanto promessas se repetem, o Seridó segue isolado, pagando o preço da inércia administrativa.

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