As chuvas trouxeram mudanças positivas para cidades que estavam em colapso de abastecimento no Rio Grande do Norte. Com a melhora nas recargas hídricas, em parte da região do Seridó, a Caern já está abastecendo neste mês de abril São João do Sabugi e Ouro Branco. Apesar do cenário mais favorável em algumas localidades, a Companhia alerta que a população potiguar deve continuar contribuindo com ações conscientes no uso da água, uma vez que a situação dos mananciais ainda exige atenção.
O último dado divulgado pelo Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), as reservas totais no estado ainda estão em 44,82%.
A cidade de Ouro Branco e São João tiveram suspensão total da cobrança das contas de água em dezembro de 2025. Agora as duas voltam a ter contas de água emitidas em abril.
Outras cidades da região do Seridó também registraram melhora no quadro hídrico. São José do Seridó, Parelhas, Jardim do Seridó, Carnaúba dos Dantas e Equador, que enfrentavam dificuldades no abastecimento, tiveram avanço nas recargas com as chuvas recentes. Mas é preciso atenção, pois a recuperação dos volumes, ainda não é a ideal. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, por exemplo, responsável pelo abastecimento de mais de 30 cidades, está com cerca de 42% da capacidade.
Devido a irregularidade na distribuição de chuvas, a colaboração da população torna-se fundamental. O uso responsável da água ajuda a preservar os mananciais e contribui para garantir a segurança hídrica das cidades, especialmente em regiões historicamente afetadas por períodos de estiagem. Pequenas atitudes no dia a dia, quando adotadas de forma coletiva, têm impacto direto na sustentabilidade do abastecimento.
QUALIDADE DA ÁGUA
De acordo com a Portaria do Ministério da Saúde nº 888/2021, existem parâmetros rigorosos que devem ser atendidos para que a água possa ser distribuída à população. A Caern mantém laboratórios em todas as regiões do estado, além do Laboratório Central, em Natal, responsáveis por monitorar, avaliar e emitir resultados de forma contínua sobre a qualidade da água fornecida. Para ser distribuída, a água precisa atender aos critérios de potabilidade para consumo humano, que é prioridade, especialmente em períodos de escassez.








