
O avanço das águas da Barragem de Oiticica tem transformado a paisagem no interior do Rio Grande do Norte, marcando o desaparecimento gradual da antiga comunidade de Barra de Santana. Imagens recentes da cheia em 2026 mostram construções históricas, como a igreja da vila, parcialmente submersas, criando um forte contraste visual entre o passado que se despede e o presente que se redefine com o novo cenário hídrico.
Ao mesmo tempo, a nova Barra de Santana surge como símbolo de recomeço, planejada para receber as famílias reassentadas com melhor infraestrutura e condições de moradia. Apesar do avanço estrutural, o impacto emocional permanece evidente entre os moradores, que acompanham a lenta despedida de suas origens. O momento representa uma transição marcante no sertão potiguar, onde memória e adaptação coexistem diante da força transformadora da água.




