A Câmara de Vereadores recebeu uma denúncia que aponta possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito Samuel Souto e deve votar, nos próximos dias, a abertura de uma CPMI para investigar o caso. O foco é esclarecer um suposto esquema ilegal de complementação salarial dentro da administração municipal.
Segundo os documentos enviados ao Legislativo, uma servidora comissionada, diretora do Departamento de Compras Públicas, teria sido beneficiada com valores muito acima do permitido. Ela deveria receber R$ 1.650, mas passou a receber mais de R$ 5 mil em alguns meses desde junho de 2025 – tudo isso sem lei específica e sem transparência.
A denúncia aponta para supostas manobras administrativas para aumentar a remuneração por meio de uma rubrica de “complementação salarial”, mecanismo que não tem amparo legal para cargos comissionados.
Entre os pontos que devem ser analisados pela futura CPMI estão: aumento salarial clandestino, favorecimento pessoal, violação da Lei de Responsabilidade Fiscal, uso indevido de recursos públicos e possível dano ao erário, já que valores pagos sem base legal podem exigir devolução.
O caso volta a envolver o ex-prefeito Samuel Souto, já cassado pela Justiça Eleitoral, em novas suspeitas de irregularidades.
Após a votação na Câmara, o caso também deve ser encaminhado ao Ministério Público e Tribunal de Contas. Se confirmados, os envolvidos poderão responder por improbidade administrativa, dano ao erário e violação dos princípios da legalidade e moralidade.
Fonte: Blog de Sidney Silva






